Método outubro de 2024, 6 min de leitura

Plano de 100 dias: o roteiro que usamos para tirar a estratégia do papel

Cem dias é tempo suficiente para mudar a rotina de uma empresa e curto o bastante para ninguém perder o foco. É o horizonte que usamos quando a estratégia já existe, ou acabou de ser feita, e o problema é levá-la para o dia a dia.

O roteiro abaixo é o que aplicamos em planejamento estratégico e no começo de mandatos de C-level as a Service. Ele cabe numa planilha.

  1. Preparação

    Perguntas que abrem a fase: quais são os principais desafios da empresa, na visão de cada líder? Quais devem ser os objetivos dos próximos 100 dias? Quem está envolvido em cada desafio?

    O que fazer: uma reunião inicial com os principais envolvidos, leitura de documentos financeiros e operacionais e entrevistas individuais.

    Pronto quando: existe um documento curto com desafios e objetivos, validado pela liderança.

  2. Indicadores e objetivos

    Perguntas: quais indicadores mostram, de verdade, se estamos melhorando? Quais objetivos e resultados-chave puxam esses indicadores?

    O que fazer: escolher poucos indicadores e objetivos, com meta e responsável, e validar com quem vai ser cobrado por eles.

    Pronto quando: cada indicador tem dono, meta e fonte de dados.

  3. Plano de ação

    Perguntas: que ações movem os objetivos? Quem conduz cada uma?

    O que fazer: oficinas para levantar ações, atribuir responsáveis e montar o cronograma.

    Pronto quando: o plano tem ações com dono e data, e o primeiro ciclo cabe na capacidade do time.

  4. Execução e acompanhamento

    Perguntas: as ações estão andando como planejado? O que precisa ser ajustado?

    O que fazer: um encontro semanal curto para revisar indicadores, destravar e decidir. Não é reunião de status: o que está no painel não precisa ser apresentado.

    Pronto quando: a primeira revisão semanal aconteceu e já gerou pelo menos um ajuste.

  5. Avaliação e ajuste

    Perguntas: o que aprendemos nos 100 dias? O que continua, o que muda e o que para?

    O que fazer: comparar indicadores com o ponto de partida, ouvir os envolvidos e ajustar o plano para o próximo ciclo.

    Pronto quando: existe uma avaliação escrita e um plano revisado para o ciclo seguinte.

Os quatro encontros que sustentam o plano

  • Abertura e revisões com todos os envolvidos, para alinhar expectativas e objetivos.
  • Oficinas de planejamento para levantar ações, responsáveis e marcos.
  • Encontro semanal para acompanhar e destravar.
  • Sessões de feedback ao longo do caminho, não só no fim.

Três erros que vemos com frequência

  1. Indicador demais. Se a diretoria não lembra os indicadores de cabeça, são muitos.
  2. Plano sem capacidade. Ações com dono, mas donos sem tempo. Conte as horas antes de prometer.
  3. Revisão que vira apresentação. O encontro semanal serve para decidir. Se ninguém decide nada, ele pode ser um e-mail.

Quer adaptar o roteiro para a sua empresa? Ele é o ponto de partida do diagnóstico e da POC que fazemos antes de qualquer contrato.

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